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Sala Uma Dose de Consciência

Arte como remédios simbólicos para os males invisíveis da sociedade

Vivemos tempos de adoecimento profundo, não apenas do corpo, mas da alma coletiva.

Corremos, consumimos, nos distraímos, mas não escutamos o que grita em silêncio: o cansaço, a fome de sentido, a ferida da exclusão, a ansiedade do agora, o excesso que paralisa e a falta que dilacera.

Nesta exposição, Valéria Pinheiro, artista visual nos convida a entrar em um espaço onde os remédios não são químicos, mas simbólicos; não anestesiam, mas despertam.

Cada obra é um frasco poético, uma cápsula crítica, uma bula que trata com palavras e imagens aquilo que nos adoece em silêncio: o vício do controle, a pressa crônica, a superficialidade das relações, o consumo sem propósito, a guerra que começa dentro.

A exposição é uma metáfora expandida: medicamento para tratar o imediatismo, a fome, as guerras, as injustiças, ansiedades, indiferenças, superficialidades nas relações, as doenças causadas pelas redes sociais, bulas contra a indiferença, falta de a feto e a empatia.

Uma arte que prescreve nossas doenças contemporâneas e o anestesiamento de uma sociedade que muitas vezes não se da conta de seus próprios absurdos.

Não há promessa de cura, mas há convite à escuta, ao repensar, ao olhar para dentro.

Essa mostra nos leva a um percurso onde cada pessoa pode identificar seus próprios sintomas e escolher, com consciência, o caminho da transformação.

É um chamado à nossa humanidade que esta adoecida e adormecida. É um lembrete: a alma também adoece e precisa ser cuidada, assim como nossas relações.